Apresentação

Fundado em 2003, o Festival Terras sem Sombra tem vindo a afirmar-se como o mais destacado do seu género em Portugal. É uma iniciativa da sociedade civil que visa tornar acessíveis, a um público alargado, os monumentos religiosos da Diocese de Beja, como locais privilegiados – pela história, pela arte, pela acústica – para a fruição da música sacra. Resulta da parceria entre o Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja, a Pedra Angular (Associação dos Amigos do Património da Diocese de Beja), o Turismo do Alentejo, o Teatro Nacional de São Carlos, os Municípios, as Paróquias, as Misericórdias, sem esquecer as “forças vivas” da região, como as empresas locais e as famílias.

De carácter itinerante, coloca a tónica na descentralização cultural, na formação de novos públicos e na irradiação do Alentejo. Tem uma programação de qualidade internacional de que fazem parte, além dos concertos, master classes, conferências temáticas, visitas guiadas e acções de pedagogia artística. O diálogo entre as grandes páginas do passado e a criação contemporânea, a abertura a jovens compositores e intérpretes, a encomenda regular de novas obras, a transversalidade das artes, o resgate do património musicológico, a visão ecuménica do Sagrado são elementos estruturantes de um projecto que rasga fronteiras.

Como pano de fundo, o FTSS dá a conhecer um território que sobressai pelos valores ambientais, culturais e paisagísticos e apresenta um dos melhores índices de preservação da Europa. A valorização dos recursos naturais constitui outra das suas prioridades: cada concerto é acompanhado por uma acção-piloto de voluntariado para a salvaguarda da biodiversidade com a participação, ombro a ombro, dos artistas, do público e das comunidades que o Festival percorre. Da carta magna do FTSS fazem parte os princípios da inclusão e da sustentabilidade. Os concertos e demais actividades são de acesso livre, dentro dos condicionalismos impostos pela preservação dos monumentos e sítios visitados.